Coronel Antônio Carlos Elias, ex-comandante da PM | Foto: Reprodução YouTube

O ex-comandante da Polícia Militar (PM), coronel Antônio Carlos Elias, está preso no comando da academia da corporação, no Setor Universitário, desde a tarde desta terça-feira (19). A informação foi revelada nesta sexta-feira pelo Diário da Manhã e confirmada por este blog. O coronel Elias cumpre pena de 7 anos de prisão, determinada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), pelo crime de peculato, que é quando um crime é cometido por um funcionário público.

Carlos Antônio Elias tinha sido absolvido desta acusação pelo Conselho Especial de Justiça da Vara da Auditoria Militar da comarca de Goiânia, em dezembro de 2015. Na época, o voto do relator a favor de sua condenação, o juiz Gustavo Assis Garcia, foi derrubado pelos demais integrantes do conselho, todos militares. O Ministério Público (MP) recorreu ao TJ, que decidiu pela condenação.

Em outra ação, o juiz Reinaldo Ferreira já havia condenado o coronel e Joice, em julho deste ano, a ressarcirem o Estado os danos em razão do uso indevido do veículo da PM  e as despenas feitas com o sargento, desviado de suas funções. Eles também tiveram seus direitos políticos suspensos e foram proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por dez anos. Também foram multados em duas vezes o valor do ressarcimento. Esta ação foi proposta pelo promotor Fernando Krebs.

Quando era comandante da PM, o coronel determinou ao sargento Paulo Ricardo Moura Rezende conduzir, em junho de 2010, Joice Pereira Azevedo, supostamente sua amante, em uma viatura policial descaracterizada para fazer compras em São Paulo. A mulher foi vítima de um assalto, depois de sacar R$ 10 mil em um banco em Embu. O sargento entrou em luta corporal com o assaltante, foi baleado e morreu.

Segundo o Diário da Manhã, o advogado Maurício de Melo Cardoso disse que a prisão não deveria ter sido cumprida agora, já que a decisão do TJ-GO é a primeira condenação, haja vista que o coronel havia sido absolvido pela Justiça Militar e que vai recorrer. O coronel Elias já está na reserva e mantém sua patente porque não houve decisão judicial de perda de prerrogativas. Na Operação Monte Carlo, o ex-comandante foi acusado de relacionamento com Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira, e integrantes de seu grupo.



Goiás caiu de 12º lugar para o 13º lugar no Ranking de Competitividade dos Estados 2017, divulgado na manhã desta quarta-feira (20) em São Paulo. Em 2016, já tinha caído duas posições em relação ao ano anterior, quando havia se classificado em 10º. Agora é o último colocado entre os quatro Estados do Centro-Oeste. Distrito Federal está em 4º lugar, seguido de Mato Groso do Sul, em 5º. Mato Groso está em 12º.

O Estado perdeu pontos em seis dos dez pilares do ranking e sua nota geral passou de 53,1 para 43,3, abaixo da média nacional, de 47,9. Contribuíram para sua queda de posição a piora nos índices de educação, de inovação tecnológica, potencial do mercado, solidez fiscal, segurança pública e nos indicadores sociais. Subiu em infraestrutura e capital humano (que mede o custo da mão de obra e a produtividade no trabalho) e manteve-se estável em sustentabilidade ambiental e eficiência da máquina pública.

São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal são os quatro primeiros colocados no ranking nacional. Em relação a 2016, houve apenas uma mudança neste pódio, com Santa Catarina avançado para o segundo lugar e o Paraná caindo para a terceira colocação. Os últimos classificados, pela ordem, são Maranhão, Amazonas e Sergipe. Já Acre, Rondônia e Paraíba foram os Estados que mais ganharam posições neste ano em relação ao ano passado. Os que mais perderam foram Amapá, Amazonas e Pernambuco.

De acordo com o Centro de Liderança Pública (CLP), a situação fiscal dos Estados e municípios brasileiros apresentou sensível deterioração em 2016 (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul) ao passo que outros também mostram uma situação financeira bastante fragilizada, como foi o caso de Goiás.

O Estado caiu no ranking de Solidez Fiscal, que mede a capacidade de investimento, a autonomia fiscal, sucesso da execução orçamentária, resultado nominal e solvência fiscal. Em 2015, ano do forte ajuste nas contas públicas, comandado pela então secretária Ana Carla Abrão Costa, Goiás teve nota 81,38 neste quesito. Essa nota caiu para 46,8 no ano passado e agora para 45,3.

Segurança pública registrou forte queda. De 65,71 há dois anos para 65,3 em 2016 e apenas 17,2 neste ano. Em função disso, o Estado despencou da 15ª colocação na área de segurança para a 22ª. Educação também registrou piora. A nota saiu de 76,64 em 2015, para 75 em 2016 e 59 em 2017. Com isso, caiu do 8º lugar no ano passado para o 9º neste ano. Em 2015, Goiás estava em 7º em educação entre todos os Estados brasileiros.

O Estado subiu no ranking em apenas dois pilares, infraestrutura e capital humano. Entretanto, em infraestrutura, repetiu neste ano a mesma nota de 2016 (29) contra 40,13 de 2015.  A nota que realmente melhorou foi em capital humano, passando de 36,5 no ano passado para 46,6 neste ano.

O que é o Ranking de Competitividade dos Estados

O ranking é uma realização do Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Group e é usado como ferramenta para avaliação de como os Estados são administrados.

Está em sua sexta edição e faz uma análise comparativa da capacidade competitiva de todas as unidades federativas por meio de 66 indicadores, agrupados em 10 pilares temáticos: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Confira aqui os dados completos do Ranking de Competividade dos Estados.

 

 



A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, cumpriu, em seu discurso de posse na manhã nesta segunda-feira (18) o que se esperava dela. Garantiu a continuidade do combate à corrupção, principal legado do ex-procurador-geral Rodrigo Jonot, seu adversário interno, sem, contudo, citar a Lava Jato uma única vez. Nos 12 minutos de seu pronunciamento, Raquel, a primeira mulher a chefiar o Ministério Público Federal (MPF), repetiu a palavra corrupção sete vezes, apenas uma a mais do que Constituição, repetida oito vezes.

Exatamente por isso, a melhor parte do discurso da nova procuradora-geral foi sua defesa das liberdades e dos direitos individuais, tão perseguidos no Brasil atualmente. A defesa desses direitos pode parecer óbvia, pois estão na Constituição. Entretanto, seu compromisso em assegurar seu efetivo cumprimento indica ao país que a instituição não fechará os olhos às ameaças de retrocessos às liberdades de religião e credo, de expressão, de reunião; aos direitos de indígenas e minorias (Veja na íntegra do discurso abaixo). Neste aspecto, ponto a favor da nova procuradora-geral da República.

Permanece uma dúvida

A promessa de manter as ações contra a corrupção foi protocolar na primeira parte de sua fala. Ela destacou que essa ação era uma entre as funções que cabem ao MPF desempenhar e citou, entre elas, a defesa do meio ambiente, da democracia, de zelar pelo bem comum e de “dar voz a quem não a tem.”

A respeito da corrupção, Raquel disse que a nenhum dos 41 brasileiros que assumiram o cargo antes dela “faltou a certeza de que o Brasil seguirá em frente, porque o povo mantém a esperança em um país melhor. Interessa-se pelo destino da Nação, acompanha investigações e julgamentos, não tolera a corrupção e não só espera e cobra resultados”.

Na realidade nem sempre foi assim, como ela própria admitiu no trecho seguinte, ao afirmar que há 30 anos, quando tomou posse no MPF, poucos sabiam o que um procurador da República fazia. Se a instituição é nacionalmente reconhecida agora é graças às flechadas do antecessor Janot e não pelos “engavetamentos” de denúncias por parte do procurador-geral, Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido como “engavetador geral da República”, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na segunda parte do discurso, Raquel Dodge foi mais contundente na garantia de que sua gestão não vai esmorecer no combate à corrupção, mas, fez questão de frisar por duas vezes, de acordo com a Constituição e as leis, tocando justamente no ponto fraco da Lava Jato, seja em Curitiba ou em Brasília, ou seja de que houve excessos nas investigações e desrespeito ao “devido processo legal”, expressão repetida por ela também duas vezes.

Qual procuradora-geral vai se firmar à frente do MPF, a que fez a defesa protocolar do combate à corrupção, na primeira fase do discurso de posse, ou a que citou o papa Francisco, na pater final, para destacar os males do desvio do dinheiro público? Só o tempo dirá.

Último a discursar na posse, o presidente Michel Temer, que entrou em rota de colisão com Janot, demonstrou satisfação com a “aula referente aos grandes princípios regentes de nosso país, todos eles encartados na Constituição de 88” que ouviu de Raquel Dodge: “A autoridade suprema não está nas autoridades constituídas, está na lei. Toda vez que há um ultrapasse dos limites da Constituição ou das leis verifica-se um abuso de autoridade”, disse num recado direto a Janot.

Confira a íntegra do discurso de posse da nova procuradora-geral da República

“Agradeço que tenham vindo à casa do Ministério Público brasileiro, que está a serviço da Nação, para testemunhar essa posse. Dirijo-me ao povo de quem emana todo poder e a todos os presentes para dizer que estou ciente da enorme tarefa que está adiante de nós e da legítima expectativa de que seja cumprida com equilíbrio, firmeza e coragem e com fundamento na Constituição e nas leis. Recebo com humildade o precioso legado de serviço prestado à pátria, forjado pelos procuradores gerais da República que me antecederam, certo de que o Ministério Público deve promover justiça, defender a democracia, zelar pelo bem comum e pelo meio ambiente, assegurar voz a quem não a tem e garantir que ninguém esteja acima da lei e ninguém esteja baixo da lei.

Cumprimento o procurador Rodrigo Janot por seu serviço à Nação. Quarenta e um brasileiros assumiram esse cargo, alguns em ambiente de paz e muitos sob intensa tempestade. A nenhum faltou a certeza de que o Brasil seguirá em frente, porque o povo mantém a esperança em um país melhor. Interessa-se pelo destino da nação, acompanha investigações e julgamentos, não tolera a corrupção e não só espera e cobra resultados. Os brasileiros aprenderam o caminho que conduzem ao Ministério Público. Há 30 anos, quando tomei posse, poucos sabiam o que faz o procurador da República. No entanto, nosso protomártir, o procurador Pedro Jorge de Melo e Silva, já havia sido assassinado por investigar um grande escândalo de corrupção. Para honrar sua memória, e dar efetividade em nosso trabalho, reivindicamos as garantias que o constituinte nos deu em 1988.

“Para muitos brasileiros, a situação continua difícil, pois estão
expostos à violência e à insegurança pública. Ainda recebem serviços
públicos precários, pagam impostos elevados.”

No entanto, foi por causa da desigualdade persistente, da ausência de liberdades e do sofrimento cotidiano das pessoas, que reivindicamos também outras atribuições constitucionais, como a defesa da democracia, da sociedade, do meio ambiente e de zelar pelo respeito dos poderes públicos aos direitos assegurados na Constituição. Essas novas atribuições constitucionais somaram-se ao papel clássico do MP, que é o de processar criminosos. É preciso desempenhar bem todas essas funções, porque todas são ainda necessárias para o Brasil. Para muitos brasileiros, a situação continua difícil, pois estão expostos à violência e à insegurança pública. Ainda recebem serviços públicos precários, pagam impostos elevados. Encontram obstáculos no acesso à Justiça, sofrem os efeitos da corrupção, têm dificuldade de se auto-organizar, mas ainda almejam um futuro de prosperidade e paz social.

O Ministério Público instituído pela Constituição de 1988 tem, portanto, a obrigação de exercer com igual ênfase a função criminal e a de defesa de direitos humanos e deve priorizar a atuação de seus membros na medida adequada de resolver problemas graves que inibem o desenvolvimento humano como as elevadas taxas de homicídio, violência urbana e rural, as falhas na qualidade da escola. E sabemos que a educação de qualidade emancipa a pessoa e rompe o ciclo da pobreza e a ausência de serviços básicos de saúde onde são necessários. Os desafios são muitos. Não é possível dizer que será fácil, mas confirmo que os problemas serão encarados com seriedade, com fundamento na Constituição e nas leis, porque cada membro do Ministério Público brasileiro está pronto e motivado com sempre esteve para exercer todas as suas funções constitucionais. Estarei com eles e ao lado deles.

Não nos tem faltado os meios orçamentários, nem instrumentos jurídicos necessários para cumprir a Constituição. Estou certa de que o MP continuará a receber do Poder Executivo e do Congresso Nacional o apoio indispensável ao aprimoramento das leis e das instituições republicanas e para o bom exercício de nossas atribuições. O Supremo Tribunal Federal tem distinguido o Ministério Público com sua atuação fundamentada, respeitosa e republicana em tudo condizente com a harmonia que interessa ao cidadão, ao entregar de modo célere a prestação jurisdicional que lhe é reclamada como guardião da Constituição.

Em todos os lugares do Brasil, e em temas muito diferentes, há muito trabalho para o Ministério Público. A Constituição nos incumbiu de zelar pela higidez do sistema eleitoral, de coibir a violência doméstica, os crimes no trânsito, que ceifam tantas vidas, os homicídios e crimes de corrupção. No Ministério Público temos de cobrar dos que gerenciam o gasto público que o façam de modo honesto, eficiente e probo, ao ponto de restabelecer a confiança das pessoas nas instituições de governança. O papa Francisco nos ensina que a corrupção não é um ato, mas uma condição, um estado pessoal e social no qual a pessoa se habitua a viver. O corrupto, diz ele, está tão fechado e satisfeito em alimentar sua autossuficiência que não deixa se questionar por nada e por ninguém. Construiu uma autoestima que se baseia em atitudes fraudulentas, passa a vida buscando os atalhos do oportunismo ao preço de sua própria dignidade e da dignidade dos outros. A corrupção, diz o papa, faz perder o pudor que protege a verdade, a bondade e a beleza. Zelar pelo bem comum, prossigo, é uma tarefa grandiosa para o Ministério Público e é coadjuvada pelo papel que cada cidadão pode fazer por si mesmo e pela integridade do país. É uma tarefa necessária, que exige de nós coragem. O país passa por um momento de depuração.

“O Ministério Público zela pelo respeito de índios
e minorias, pela liberdade de religião e de credo.”

Os órgãos do sistema de administração de Justiça têm no respeito e harmonia das instituições a pedra angular que equilibra a relação necessária para se fazer justiça em cada caso concreto. Temos todos, todas as instituições, todas as autoridades, de cuidar da dignidade da pessoa humana. A Constituição não a estabelece apenas como ideal, mas exige concretude em relação a cada indivíduo pautada pela observância da lei e dos direitos individuais. O Ministério Público como fiscal da Constituição e das leis deve zelar pela dignidade de cada pessoa, pois a dignidade humana é essencial para assegurar um futuro no país e entra as nações. O Ministério Público é guardião do legado civilizatório contido na Constituição. Princípios e normas que asseguram a liberdade do indivíduo também expandem a condição humana para a vida pacífica em sociedade, sustentam nosso estilo de vida, preservam as nossas tradições e nossos costumes e constituem o devido processo legal. Fomos moldados por diversas línguas e culturas e convivemos bem com as diferenças no Brasil. Essa herança multicultural caracteriza o país e revela nossa humanidade. O Ministério Público zela pelo respeito a essas características, pelo respeito de índios e minorias, pela liberdade de religião e de credo.

A cada dois anos, na data da posse, nos reunimos nesta casa e reafirmamos a nossa esperança de dias melhores para o Brasil e o nosso compromisso, como membros do Ministério Público, de agirmos com unidade de propósitos para fazer a nossa parte, que consiste em cumprir nosso dever constitucional. É a esperança que renovo agora como procuradora-geral da República e como presidente do Conselho Nacional do Ministério Público e, para cujo alcance, sei que conto com a firmeza de cada procurador da República e de cada promotor de Justiça do País em seus mais diferentes ofícios.

Sob a Constituição de 1988 a Nação brasileira tem escolhido construir sua história valorizando a liberdade de expressão e de reunião, apreciando a democracia, repudiando a corrupção e pedindo o reconhecimento de seus direitos. O Ministério Público como defensor constitucional do interesse público posta-se ao lado dos cidadãos para cumprir o que lhe incube claramente a Constituição, de modo a assegurar que todos são iguais e todos são livres, que o devido processo legal é um direito e que a harmonia dos poderes é um requisito para a estabilidade da Nação. No ofício que hora assumo o trabalho será cotidiano e extenuante. Precisaremos da ajuda de todos os membros e servidores do Ministério Público, pois a grandeza dessa Nação tem sido construída de modo árduo e aprendemos que o caminho que leva a liberdade e à integridade tem obstáculos que só podem ser superados com resiliência e coragem.

Há novos desafios jurídicos pela frente. Os valores que defenderemos e que definirão nossas ações estão na Constituição. Muito trabalho, honestidade, respeito à lei e à Constituição. Observância do devido processo legal e responsabilidade são os atributos da cidadania. Neste início de mandato peço a proteção de Deus para nos momentos em que eu for colocada à prova não hesite em proteger as liberdades, em cumprir o meu dever com responsabilidade, em fazer aplicar a Constituição e as leis para entregar adiante com segurança o legado que recebo agora e que eu então possa dizer parafraseando a grande poetisa Cora Coralina, de meu amado Estado de Goiás, que contribuí para que haja mais esperanças em nossos passos do que tristeza em nossos ombros.”



 

Outdoor informa sobre Museu do Césio, que não saiu do papel | Foto: Reilly Rangel

Maria das Graças Vieira tinha 30 anos de idade em 1987 e trabalhava em serviços gerais na Vigilância Sanitária. Um saco de linhagem sobre uma cadeira chamou a atenção de todos os funcionários do órgão, Maria das Graças entre eles. Um dia ela abriu o saco para ver seu conteúdo. Era a cápsula com o césio 137, deixada na Vigilância por Maria Grabriela Ferreira, mulher de Devair Ferreira, dono do ferro-velho da Rua 26-A, no Setor Aeroporto, onde a cápsula foi violada, provocando o maior acidente radiológico do mundo.

“Minha mãe também foi vítima do césio 137”, conta Adriano Sousa Guimaraes, filho de Maria das Graças. Ela foi contaminada e depois de alguns anos teve câncer de mama e no cérebro. Maria das Graças morreu em 1994, com apenas 37 anos. “É uma pena que depois que as pessoas morrem ficam no esquecimento. Hoje ninguém mais lembra disso”, lamenta o filho.

As vítimas do acidente foram divididas em três grupos. O grupo 1 tem 94 contaminados, 46 filhos e 3 netos. O Grupo 2 constitui-se de 88 contaminados, 42 filhos e 3 netos e o Grupo 3, com 417. Atualmente, 751 pessoas recebem pensões: 265 pensionistas estaduais e 486 federais. Entre eles, 116 recebem, cumulativamente, as duas pensões. A luta contra o esquecimento é atualmente o foco dos radioacidentados, de seus familiares e dos trabalhadores que se contaminaram no processo de descontaminação das áreas.

Na época de Alcides Rodrigues, o governo lançou a pedra fundamental para construção do memorial do césio, na Rua 57, no Centro, onde os catadores de papel Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira começaram a abrir o cilindro que abrigava a cápsula com o césio. Um outdoor com imagens da maquete do Museu do Césio ficou no lote por muito tempo. Hoje seus vestígios desapareceram.

Imagem do projeto do artista Siron Franco | Foto: Reilly Rangel

O projeto do memorial é do artista plástico Siron Franco, que na época do acidente participou ativamente do movimento de combate ao preconceito contra os goianienses. “O memorial e a lembrança fazem com que não cometamos o mesmo erro”, diz o artista. O memorial garantirá o registro oficial de todo esse triste drama contra o esquecimento.

Apesar disso, o governo ainda não tem previsão para construção da obra. Segundo o Gabinete de Imprensa do Governo de Goiás, a proposta original, apresentada pelo então secretário de Ciência e Tecnologia do governo Alcides Rodrigues, Joel Sant’Anna Braga Filho, era de que Siron fizesse o projeto. No ano passado, o governo decidiu fazer uma análise do ponto sobre a legalidade de contratar o artista plástico sem concorrência para elaboração do projeto executivo. Concluiu pela ilegalidade da dispensa de licitação e agora estuda uma alternativa, que é de empresas ou parceiros financiariam esse projeto executivo. Enquanto isso, prevalece o risco do esquecimento.

Leia mais sobre o tema em Césio 30 anos: o físico que se apaixonou por Goiânia



Uma combinação de três fatores é a causa de Goiânia não ter mais os belos jardins ornamentais que exibia na época da administração do ex-prefeito Nion Albernaz, morto em 6 de setembro, segundo informação da Comurg. A falta de fontes de água para abastecer ao menos 80 caminhões-pipa, número necessário para irrigar praças e ilhas de avenidas por toda a cidade; recursos da ordem de R$ 800 mil por mês, para aluguel e manutenção desses caminhões; e, por fim, a desativação da antiga Superintendência de Parques e Jardins, cujas funções foram assumidas pela Comurg, são os três motivos apontados pelo presidente Denes Pereira.

Segundo ele, há proibição de captação de água em vários pontos de água da cidade, onde antes eram abastecidos os caminhões, como um lago do Córrego Caverinha, perto do aterro sanitário da Prefeitura de Goiânia, em mananciais na Região Noroeste e ainda no Córrego Macambira. “Perdemos autorização de captação de água por conta da escassez do produto. A prioridade é o consumo humano”, diz. Outro problema, diz, é o roubo de bombas de captação de água em algumas praças da cidade. “Ladrões arrebentam os cadeados e levam tudo”, disse.

O presidente informa que a Comurg tem apenas 20 caminhões-pipa e eles não são de uso exclusivo de irrigação de jardins. A prioridade desses caminhões é a irrigação das vias dentro do aterro sanitário. “Temos de molhar essas vias par ao trânsito dos caminhões de lixo, pois do contrário a poeira impede a mobilidade deles. No tempo que sobra os caminhões são utilizados para irrigar os jardins. Segundo Denes, a Comurg elegeu algumas avenidas e praças de maior movimento de carros e pessoas para manter a irrigação das plantas ornamentais.

A Comurg tem três grandes viveiros em Goiânia e seu presidente garante que suas plantas serão aproveitadas nas praças e avenidas durante o período chuvoso.



Armas apreendidas pela Polícia Militar em agosto deste anoA deputada federal Magda Mofatto usou cenas reais de um assalto em sua cidade, Caldas Novas, na propaganda do PR, nesta terça-feira (12), para defender o fim do Estatuto do Desarmamento. As imagens violentas, divulgadas em horário nobre na TV, mostram o proprietário de um supermercado reagindo a um assalto, em 21 de agosto, e mantando Mikael da Silva Alves, de 18 anos, e Igor Teodoro Gomes de Carvalho, de 19. A propaganda omite a informação de que o cliente que estava no caixa também foi baleado no braço.

Na sequência das imagens, a deputada argumenta que se todo bandido soubesse que os comerciantes tinham armas eles não teriam coragem de cometer crimes. Magda lidera um movimento do PR pela liberação do comércio de armas e munição pelo que chama de “direito à legítima defesa”. Seu partido propôs uma ação direta de inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que, para a deputada, desrespeitou o plebiscito realizado em 2005.

“De cada 10 vítimas de assalto que reagem, oito levam a pior.”

Coronel Divino Alves, comandante geral da PM

Só que nem sempre as vítimas que reagem a um assalto têm sucesso, diferentemente do que mostra a propaganda do PR. “De cada 10 vítimas de assalto que reagem, oito levam a pior”, informa o comandante da Polícia Militar, coronel Divino Alves, que critica a proposta de liberar as armas. “Uma arma na não de quem quer que seja significa uma possibilidade de homicídio a mais”.

O comandante da PM afirma que 80% dos homicídios que ocorrem em Goiás tem relação com tráfico de drogas. Para ele, a redução da violência não tem relação com o armamento da população, mas sim com investimento em segurança pública. “A concepção de que a liberação do uso da arma vai coibir a violência é um equívoco. Ela vai estimular a reação do outro, desde em uma situação doméstica até em situações na rua”.

Por isso, a PM de Goiás tem reforçado a apreensão de armas e drogas. De janeiro a agosto deste ano foram apreendidas 3.637 armas de fogo contra 2.338 no mesmo período do ano passado. Da mesma forma a apreensão de drogas subiu de 17 toneladas no primeiro semestre de 2016 para 20 toneladas neste ano.

A polêmica sobre a liberação do uso de armas voltou nesta segunda-feira (11), com a decisão do Senado de abrir consulta pública para saber a opinião da sociedade sobre proposta do senador Wilder Morais (PP-GO), que prevê a realização de um plebiscito sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento.

Sancionado como lei federal em 2003, o estatuto determinou a limitação da comercialização, do registro e da posse de armas de fogo e munição. As propostas de mudança dessa lei não são novas. Em novembro de 2015, Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o relatório final de um projeto que altera drasticamente os pilares dessa lei, para permitir que as pessoas voltem a andar armadas nas ruas e a diminuição da idade mínima de 25 para 21 para uma pessoa possuir armas.



Rozental (de óculos no centro) com um grupo de jornalistas durante a cobertura do acidente do césio, em 1987. Eu sou a segunda, à direita.

O físico nuclear José de Júlio Rosental chegou a Goiânia nos primeiros minutos do dia 30 de setembro de 1987. Especialista em segurança nuclear, ele estava de mudança, mas ainda não sabia disso. Chegou às pressas, com pouca roupa, para ajudar nas medidas de descontaminação da cidade e das vítimas do acidente com o césio 137. E morou aqui por seis anos.

Rozental foi apenas um de dezenas de técnicos da CNEN, de Furnas, entre outros órgãos, que passaram por Goiânia naqueles duros meses após o acidente com o césio. Mas certamente é o mais marcante. E não apenas por ter sido um dos principais responsáveis pelo trabalho de descontaminação das áreas atingidas pelo acidente e pelo atendimento às vítimas.

Mas pela relação estreita que manteve com eles e em seu envolvimento pessoal para ajudar na melhoria da autoestima para superação do trauma. “Um dos aspectos mais marcantes que as nações têm de aprender é exatamente o diálogo com a sociedade e sobretudo com as vítimas, porque elas realmente sabem, muito mais do que um o trauma que elas sentem quando ocorre um acidente desta natureza”, disse na época.

O físico entrava de casa em casa e comia da mesma comida para mostrar que não estava contaminada. A lembrança que tenho dele, que guardo da cobertura que fiz do acidente como repórter da TV Brasil Central, é a de uma pessoa extremante humana. “Foi a confiança da população em Rozental que permitiu a aceitação do depósito de rejeitos, o único da América Latina”, contou posteriormente o engenheiro de Furnas, Alfredo Tranjan Filho, coordenador do projeto do depósito definitivo do césio 137, em Abadia de Goiás.

Rozental viveu em Goiânia até 1993. Na sua despedida, escreveu uma carta carinhosa, publicada pelo POPULAR em 27 de junho daquele ano:

“A Goiânia

Saio. Não deixo Goiânia, jamais deixaria. Apenas saio. Ficam aqui meus companheiros de luta, meus amigos. Certamente já não dependem mais de mim, não precisam mais de mim, passei-lhes o que pude, ensinei-lhes o que sabia e sei que me superarão.

Goiânia é parte de mim, deixarei aqui meu amor e levarei daqui a esperança, lição que seu povo me ensinou.

Goiânia sobreviveu ao acidente do césio, apesar de tudo, de todas as dificuldades.

Parto agora para outras terras, ao encontro de meus filhos, que já lá estão. Volto à terra de meus antepassados. Vou em busca de novos sonhos, agora mais experiente. Levarei a todos, levarei o Brasil, terra onde nasci.

Levarei de Goiânia em minha memória, memórias de heróis, de bravos, de homens perseverantes, do povo mais meigo que convivi.

Amo essa terra e suas flores. Que me perdoem o egoísmo, vou levá-las comigo.”

José de Júlio Rozental

O físico mudou-se para Tel Aviv, em Israel. Voltou a Goiânia em 1997 para o evento pelos dez anos do acidente e de fato nunca se esqueceu da cidade. Lia O POPULAR todos os dias pela internet, conforme me contou com alegria: “Sou o primeiro ‘goiano’ [ele recebera o título de cidadão goiano] a ler o jornal”, disse, explicando que o lia de madrugada no horário do Brasil, em função da diferença do fuso horário entre os dois países. Rozental morreu em Israel, aos 77 anos, em 4 de maio de 2010, vítima de câncer.

Ele foi uma pessoa meiga e que conviveu com “o povo mais meigo” que conheceu. (Aqui um documentário sobre José de Júlio Rozental.)

 



Ainda não estão claros para o país os acontecimentos desta terça-feira (5), que podem marcar um divisor na Operação Lava Jato e na atuação do Ministério Público Federal. O dia começou com a Operação Unflair Play, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que fez busca e apreensão na sede da Confederação Olímpica Brasileira (COB), com condução de seu presidente Arthur Nuzman, apreensão e busca em sua casa e ainda a prisão de dois empresários.

O fato mais impressionante aconteceria na Bahia. A apreensão de oito malas e seis caixas de dinheiro em um apartamento em Salvador, supostamente ligado ao ex-ministro Geddel Vieira. O espetáculo durou todo o dia com as imagens de sete máquinas e vários funcionários do banco trabalhando para contar o dinheiro. Soma total da dinheirama depois de 14 horas de trabalho: R$ 42 milhões e US$ 2,688 milhões, totalizando R$ 51 milhões. Impressionaram as fotos das malas e caixas de dinheiro, as imagens do árduo trabalho de contagem de notas de 50 e 100 reais e a altíssima somatória.

O vazamento de trechos do áudio da conversa de Joesley Batista, dono da JBS e delator do presidente Michel Temer (PMDB), com o executivo Ricardo Saud marcou também esta terça-feira. Ambos fazem citações comprometedoras ao STF, ao procurador-geral Rodrigo Janot e seu ex-colaborador, Marcelo Miller, e se auto incriminam em conversas que podem anular o acordo vantajoso que negociaram na delação premiada com a PGR.

Os áudios deixaram Janot, e por extensão a Força Tarefa da Lava Jato, em saia justa por levantar suspeita sobre o modus operandi do MPF negociar delações premiadas, em especial as dos ex-senadores Delcídio Amaral e Sérgio Machado e dos acionistas e executivos da JBS.

Como se já não fosse muita coisa para um único dia, Janot ainda encontrou tempo para encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF), já no início da noite, a denúncia criminal contra os políticos do PT por formação de uma organização criminosa para no esquema de corrupção da Petrobrás. Entre os denunciados estão os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e cinco ex-ministros, por crimes supostamente praticados entre 2002 e 2016.

Passada a noite, esta quarta-feira (6) amanheceu com muitas interrogações: 1) Como o áudio da conversa entre Joesley e Saud, supostamente gravado sem o conhecimento deles, foi parar por engano na PGR, como disse o procurador Janot? 2) Como os empresários que armaram um ardiloso plano de delação premiada cometeram um erro tão primário? 3) Por que o procurador-geral não pediu ao STF o cancelamento dos benefícios de delação de Joesley e a sua prisão? 4) Quais os métodos da PGR para celebrar acordos de delação premiada e obter provas contra as pessoas investigadas na Lava Jato? 5) Quando Janot ficou sabendo que o ex-procurador Miller prestava serviços à JBS? 6) Por que não pediu sua prisão preventiva, como fez com o procurador Ângelo Goulart Vilela, este acusado de suposto favorecimento à JBS na Operação Greenfield? 7) Por que Janot apresentou ontem, em meio a tantos acontecimentos, a denúncia contra o grupo do PT?

Independentemente das respostas a todas essas perguntas, esses acontecimentos já provocaram dois efeitos colaterais graves: arranharam a imagem do procurador-geral e, por extensão, do  MPF e deram argumentos para os investigados que sempre condenaram os métodos de trabalho da Lava Jato. Não por outro motivo, de Michel Temer, que levantou as mais graves suspeitas contra Janot e Miller, a Lula da Silva, sem falar de tucanos e peemedebistas em geral, há uma unanimidade nas críticas ao procurador-geral.

O ministro Gilmar Mendes, o maior crítico do Ministério Público, amanheceu cheio de razão e dessa vez com apoio de colegas do STF, haja vista o  da ministra Carmem Lúcia pedindo a “investigação imediata” na menção dos nomes de ministros da corte no áudio de Joesley e Saud. Sem as respostas acima, é difícil prever o futuro da Lava Jato, mas uma coisa é certa: as flechadas de Rodrigo Janot tiveram efeito bumerangue e atingiram seu próprio pé e a sua instituição.



A Saneago administrou mal a crise hídrica em Goiás. O primeiro problema foi o adiamento da inauguração do Sistema Produtor e Distribuidor Mauro Borges, previsto para entrar em operação em março e que ainda não começou a operar. A isso associa-se a redução no volume de chuvas nos últimos anos em Goiás, que provocou a diminuição no volume de água no Rio Meia Ponte, responsável pelo abastecimento de 58% de Goiânia, e o desencontro de informações da empresa com as reclamações generalizadas da população por falta de água.

Há pelo menos três anos Goiás registra queda no índice pluviométrico de chuvas, processo que se agrava na seca com o uso de água para irrigação de lavouras, pelo desmatamento de áreas no entorno dos mananciais e pela expansão da ocupação urbana nas regiões metropolitanas de Goiânia e do Distrito Federal. Assim era previsível que haveria menos água para abastecimento neste período de estiagem.

Em vez de planejar uma ação pelo racional da água, incluindo uma campanha efetiva de esclarecimento da realidade, e até mesmo de racionamento, para distribuir a água com mais equidade pela cidade, a Saneago agiu como se nada tivesse acontecendo. Na semana passada, garantiu que a falta de água já sentida pela população era uma “questão pontual”.

Depois admitiu queda no volume de água do Rio Meia Ponte, mesmo assim garantiu que haveria pouco prejuízo ao abastecimento. A empresa finalmente reconheceu nesta segunda-feira (4) que falta água em 25 bairros da capital e de Aparecida de Goiânia. O POPULAR desta terça-feira (5) somou todos os bairros onde houve reclamações e concluiu que 80 são afetados.

Por fim, a Saneago ainda não conseguiu colocar em operação o Sistema Produtor e Distribuidor Mauro Borges. A Operação Decantação, que prendeu diretores e o presidente da Saneago, em agosto de 2016, atrasou a obra pelo envolvimento da construtora Emsa com irregularidades em Corumbá IV, segundo revelou o presidente Jalles Fontoura, ao POPULAR em 23 de março.

Além disso, a operação levou um banco internacional a suspender as negociações para financiamento de R$ 178 milhões para a construção de um linhão da estação Mauro Borges, no bairro Negrão de Lima, até Aparecida e ainda prejudicou os investimentos em 155 projetos da empresa. O sinal vermelho emitido pelo atraso nas obras do sistema Mauro Borges e pela estiagem mais prolongada parece não ter sido captado pela Saneago.

Reservatórios

A falta de chuvas também afetou os lagos das usinas hidrelétricas de Goiás. Na última medição do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), nesta segunda-feira (4), o volume de água do lago de Serra da Mesa era de 9,01% de sua capacidade. Apenas o lago de Sobradinho, no Rio São Francisco, registrou um índice menor do que o de Serra da Mesa, 7,38%. Em Itumbiara, o volume d’água baixou para 28,36%. Índices baixos também em Emborcação (28,75%), Serra do Facão (24,97%) e São Simão (31,21%).



Sabe aquela sensação de um buraco no peito, de que o ar vai nos faltar nos pulmões ou um medo de que algo ruim está prestes a acontecer? Para a psicanálise, esta é a “angústia nascida com a vida”, que, como o nome indica, surge no nascimento. O “sofrimento de entrar no mundo” é tratado pela psicanalista Luciene Godoy em seu segundo livro, Angústia Nascida com a Vida – A Perda do Corpo da Mãe: Complexo do Desmame em Lacan (Editora Cânone).

A novidade do livro é que, para a autora, é possível enfrentar esse vazio no nascimento, para prevenir doenças emocionais no futuro, tão comuns na atualidade. Fundadora e presidente da ONG Projeto Bebê Canguru,  Luciene defende a exterogestação, com a utilização do sling – um carregador de bebê que permite formar uma espécie de bolsa ou rede – como prática complementar para a constituição do ser humano.

O primeiro livro de Luciene Godoy, especialista em Psicologia Clínica pela PUC-SP, é A Felicidade Bate à sua Pele – Uma Teoria do Apaixonamento (Cânone Editorial). Neste domingo (3) haverá noite de autógrafo deste livro, a partir das 18 horas, no hall do Cinema Lumière, Shopping Bougainville, durante a Mostra de Cinema Psi. Angústia Nascida com a Vida foi lançado na quinta-feira (30), na Livraria Nobel.

Confira no podcast mais detalhes sobre essa “angústia original” e sua transformação em uma “angústia existencial”.