MARCONI MUDA ESTRATÉGIA E FALA SOBRE DENÚNCIAS DA ODEBRECHT

Por Cileide Alves | 13 de julho de 2017

O governador Marconi Perillo (PSDB) mudou sua estratégia de responder apenas por meio de nota as denúncias de que teria recebido R$ 10 milhões de caixa 2 da Odebrecht nas campanhas eleitorais de 2010 e de 2014. Durante lançamento do Circuito Gastronômico de Goiás, no Palácio das Esmeraldas, na manhã desta quarta-feira (19) ele afirmou durante breve pronunciamento que vai “esclarecer todos os pontos que vêm sendo colocados unilateralmente por alguns setores da imprensa” assim que tiver “todos os elementos”.

As delações começaram a ser divulgadas na quarta-feira (12) e desde então Marconi havia respondido por meio de três notas. No pronunciamento de hoje ele declarou que já enfrentou “uma forte perseguição por parte de políticos” e que confia na justiça. “Tenho muita convicção em relação ao que nossos governos fizeram e fazem por Goiás e, principalmente, tenho muita convicção da correção de nossas campanhas eleitorais, que foram fundamentais para dar uma guinada definitiva na história de Goiás. Goiás era considerado um Estado periférico no Brasil e é hoje um Estado moderno respeitado no Brasil inteiro.”

O governador afirmou que seu governo licitou R$ 6 bilhões em obras a partir de 2011 e que a Odebrecht não ganhou nenhuma licitação. Disse ainda que todas as obras de saneamento realizadas no Entorno do Distrito Federal, onde a empreiteira tinha interesse, segundo as delações de seus executivos, foram realizadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, da Saneago e da Caesb, empresa de saneamento de Brasília.

Em depoimentos ao Ministério Público Federal, em dezembro, os executivos Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Alexandre Barradas, diretor, entre outros, disseram que a empresa doou R$ 2 milhões a Marconi em 2010 porque tinha interesse em participar de investimentos em saneamento no Entorno. Barradas confirmou a doação e afirmou que ela foi feita para o presidente da Agetop, Jayme Rincón, que teria sido indicado pelo governador como seu preposto. Em 2014, a Odebrecht também teria sido doado R$ 8 milhões. Os dois executivos afirmaram ainda que os negócios esperados não se concretizaram.


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